
Quero uma dose caprichada,que me tonteie, me solte, me enbriague!
E que quando acordar ainda fique eufórica e sem nenhuma ressaca para amargar o gosto bom que tem amar!!!!!( Felícia Rodrigues)
bjus
Fê
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador." C.Lispector


Beltrana acordou ressaquiada, olhou para o lado e viu um corpo estranho. A náusea veio instantânea. Correu para o banheiro, lavou o rosto e se olhou no espelho. Aff! Onde isto iria parar?

Ela sabia que havia chegado a hora de partir, de calçar os sapatos, pegar a mala e não olhar para trás...
Fulana era mulher como qualquer outra...nem alta,nem baixa; nem magra e nem gorda. Tinha um rosto normal, embora alguns dissessem que seus olhos fossem profundos como lagoas em noite de luar: refletem, mas não se mostram.
Tinha seus amigos, bebia, sorria, trabalhava e chorava,embora ninguém nunca o visse. É, Fulana se orgulhava de ser durona, mesmo com o coração tão dolorido que a fizesse arfar de desalento.
Era fortaleza para qualquer vendaval alheio, menos para os seus que a destruíam, reviravam o interior...mas, estes eram silenciosos.
Era como se fosse pecado não ser capaz. Para esta mulher, a dor era mais intensa, por ser tão secreta. Existia dias em que os suspiros eram incontáveis...mas,todos dentro do banheiro ou quarto.
Nunca havia testemunhas, ouvidos ou braços para ampará-la. Não havia sido criada para sofrer...mas,sofria...ela fortalecera suas barreiras, mas,as fendas...bom, estas sempre permanecem.
Muitas vezes inotáveis, muitas vezes...muitas vezes..grandes buracos de solidão. Hoje era um desses dias em que Fulana se jogaria no poço ou gritaria por horas... choraria, quebraria uma casa e se perderia dentro de si.
Ah! Mas, ela sorria e contava piadas. Seu coração não a dominaria, nunca o permitiu. Não seria hoje o início de tal degradação. Respirou fundo e pensou: agüente, daqui a pouco estará só... daqui a pouco será possível respirar e permitir que a represa se fosse, que as lágrimas q lhe marejavam, gotejassem até se sentir seca. Esta mulher cheia de si e de força abriu a porta de casa, escorreu até o chão e lá se entregou.
Chorou como se fosse a única coisa possível. Não nomeou o sentimento...se misturou ao desespero, se perdeu na angústia.
Suspirou, ofegou...se permitiu até gritar. Este era o pranto de quem não podia agir, de quem se permitiu estar na mão de outro. Em alguns momentos que pensamos “se dependesse de mim...”, mas não dependia dela, nem do que sentia e muito menos do que queria.
Fulana era mais uma vítima destes amores sem retorno...quem nunca os teve? Para ela doía um pouco mais...era o primeiro. Esta era a primeira vez que tinha se permitido amar tão loucamente. Tinha sido tão ela, tinha se desarmado e apostado. Mas, ela conheceu o que é apostar sem garantia.
Não tinha tido muito sucesso e agora, mesmo não se arrependendo...sofria... Fulana, esta mulher como qualquer outra e que tinha como único diferencial ser forte, agora berrava...perdera um amor que nunca tivera e a única coisa que a tornava singular, a certeza de ser impenetrável. Olhou para a lua, estampada na janela e se perguntou por que.
Será que alguém saberia responder? Agora ela era multidão e isto a atormentava tanto como o fato de amar...( Felícia Rodrigues) Amores, bjus meus. Fê
Posso ser o que quiser...
Posso ser doce ou ácida;
Quente ou fria;
Bonita ou feia...
Posso ser uma brisa ou um vendaval..
Só não me peça para ser o que deseja ou que espera...
Sou o que sou e não vim para agradar.
Não me aperte, não me sufoque...
Estou quando tenho vontade e desapareço quando necessito.
Sou presente, amo e me entrego..mas,não tente fazer disso uma obrigação.
Penso que existe beleza no que sou, mas também incompreensão...
Posso cativar e me afastar...
Posso sorrir e chorar...
Mas,de uma coisa sei que é constância, sou livre...
Se pouso é por querer estar...não me exija ficar,se quiser partir...
Deixo um pouco de mim onde estou...e sempre levo um pouco de todos,quando vou.
(Felícia Rodrigues)
É isso que me faz viver: aprender com os que amo e compartilhar o que aprendo com os que chegam!!!!
Beijos doces,amores meus..
Fê
Fê

Tempestade na janela...
Tormenta no meu coração...
A chuva entristece o dia.
O cinza nunca foi minha cor preferida..
Lágrimas se misturam com os pingos, a dor com a solidão .
Pensamentos, angústias e vazio...
Eu sei o que falta e talvez por isso a dor se torne mais aguda...
Admitir que faz falta!
Silêncio, o coração grita!
Grite... ninguém escuta!
Hoje o dia foi assim...
A noite foi assim...
E o amanhecer? Esse não parece que será muito diferente!!!!
(Felícia Rodrigues)
Amores, bju gde!
Fê

"Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol. Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais. Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,Estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer..."
P.S: Amores, um pouco de leveza para acalmar os corações em conflito,busca ou sem respostas...Meu coração anda assim....sem saber para onde ir!!!!
Bjus,cheios de carinho!!!!
Fê