quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fulana



Fulana era mulher como qualquer outra...nem alta,nem baixa; nem magra e nem gorda. Tinha um rosto normal, embora alguns dissessem que seus olhos fossem profundos como lagoas em noite de luar: refletem, mas não se mostram.
Tinha seus amigos, bebia, sorria, trabalhava e chorava,embora ninguém nunca o visse. É, Fulana se orgulhava de ser durona, mesmo com o coração tão dolorido que a fizesse arfar de desalento.
Era fortaleza para qualquer vendaval alheio, menos para os seus que a destruíam, reviravam o interior...mas, estes eram silenciosos.
Era como se fosse pecado não ser capaz. Para esta mulher, a dor era mais intensa, por ser tão secreta. Existia dias em que os suspiros eram incontáveis...mas,todos dentro do banheiro ou quarto.
Nunca havia testemunhas, ouvidos ou braços para ampará-la. Não havia sido criada para sofrer...mas,sofria...ela fortalecera suas barreiras, mas,as fendas...bom, estas sempre permanecem.
Muitas vezes inotáveis, muitas vezes...muitas vezes..grandes buracos de solidão. Hoje era um desses dias em que Fulana se jogaria no poço ou gritaria por horas... choraria, quebraria uma casa e se perderia dentro de si.
Ah! Mas, ela sorria e contava piadas. Seu coração não a dominaria, nunca o permitiu. Não seria hoje o início de tal degradação. Respirou fundo e pensou: agüente, daqui a pouco estará só... daqui a pouco será possível respirar e permitir que a represa se fosse, que as lágrimas q lhe marejavam, gotejassem até se sentir seca. Esta mulher cheia de si e de força abriu a porta de casa, escorreu até o chão e lá se entregou.
Chorou como se fosse a única coisa possível. Não nomeou o sentimento...se misturou ao desespero, se perdeu na angústia.
Suspirou, ofegou...se permitiu até gritar. Este era o pranto de quem não podia agir, de quem se permitiu estar na mão de outro. Em alguns momentos que pensamos “se dependesse de mim...”, mas não dependia dela, nem do que sentia e muito menos do que queria.
Fulana era mais uma vítima destes amores sem retorno...quem nunca os teve? Para ela doía um pouco mais...era o primeiro. Esta era a primeira vez que tinha se permitido amar tão loucamente. Tinha sido tão ela, tinha se desarmado e apostado. Mas, ela conheceu o que é apostar sem garantia.
Não tinha tido muito sucesso e agora, mesmo não se arrependendo...sofria... Fulana, esta mulher como qualquer outra e que tinha como único diferencial ser forte, agora berrava...perdera um amor que nunca tivera e a única coisa que a tornava singular, a certeza de ser impenetrável. Olhou para a lua, estampada na janela e se perguntou por que.
Será que alguém saberia responder? Agora ela era multidão e isto a atormentava tanto como o fato de amar...( Felícia Rodrigues) Amores, bjus meus. Fê

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sou...


Posso ser o que quiser...

Posso ser doce ou ácida;

Quente ou fria;

Bonita ou feia...

Posso ser uma brisa ou um vendaval..

Só não me peça para ser o que deseja ou que espera...

Sou o que sou e não vim para agradar.

Não me aperte, não me sufoque...

Estou quando tenho vontade e desapareço quando necessito.

Sou presente, amo e me entrego..mas,não tente fazer disso uma obrigação.

Penso que existe beleza no que sou, mas também incompreensão...

Posso cativar e me afastar...

Posso sorrir e chorar...

Mas,de uma coisa sei que é constância, sou livre...

Se pouso é por querer estar...não me exija ficar,se quiser partir...

Deixo um pouco de mim onde estou...e sempre levo um pouco de todos,quando vou.

(Felícia Rodrigues)

É isso que me faz viver: aprender com os que amo e compartilhar o que aprendo com os que chegam!!!!

Beijos doces,amores meus..


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Enfim,2010


Chegou um novo ano, e este promete ser realmente novo...
A virada foi superação de limites: perrengue, esforço e reavaliação de paradigmas...
Descobri que sou mais forte do que pensava; reforcei minha persistência e super dosei meu amor pelas pequenas coisas;
Meu coração se expandiu ainda mais para meus amigos, porque cada um com sua medida de loucura, se tornam únicos...As pirações a gente dá conta, não banco é viver sem eles...
Entrei o ano com novas atribuições, novos desafios que me testarão...mas,que me farão maior.
Mudar é difícil,dói, temos que abrir mão de algumas coisas, abraçar outras...mas,nos fazem caminhar...
Eu entrei 2010 pronta para seguir!
Minha família cada vez mais minha fortaleza! Meu pai com seu jeito sereno, me transborda amor...como ninguém mais consegue..me faz mais suave.
Minha mãe, esta é a lembrança que me inspira e comecei este ano, com a presença dela mais que presente em mim.
Este ano será marco, será ponte, será positivo
E desejo do fundo do meu coração, positividade a todos.
À vocês meus amores, que se fazem presentes, que me acompanham e que perdem um minutinho lendo o que posto aqui, alegrias mil! Muitas vitórias; incontáveis sorrisos e muita luz!
E que estarei presente com vocês ,sempre...em pensamento e em coração!!!!
Feliz 2010, para todos nós!!!!
Bjus no coração!!!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009


"Daquele que amo
quero o nome, a fome
e a memória. Quero
o agora. O dentro e o fora,
o passado e o futuro.
Quero tudo: o que falta
e o que sobra
o óbvio e o absurdo."

(Maria Esther Maciel)



P.S:Daquele que amo...quero tudo o que nos fizer felizes...sempre!!!!Nem mais e nem menos, na medida mais delícia que tiver!!!!!!

Amores meus,aquele beijo recheado de amor!!!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sentimentos em tempestade



Tempestade na janela...

Tormenta no meu coração...

A chuva entristece o dia.

O cinza nunca foi minha cor preferida..

Lágrimas se misturam com os pingos, a dor com a solidão .

Pensamentos, angústias e vazio...

Eu sei o que falta e talvez por isso a dor se torne mais aguda...

Admitir que faz falta!

Silêncio, o coração grita!

Grite... ninguém escuta!

Hoje o dia foi assim...

A noite foi assim...

E o amanhecer? Esse não parece que será muito diferente!!!!

(Felícia Rodrigues)

Amores, bju gde!


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quem sabe isso quer dizer amor(Milton Nascimento)


"Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol. Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais. Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,Estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar,
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer..."
P.S: Amores, um pouco de leveza para acalmar os corações em conflito,busca ou sem respostas...Meu coração anda assim....sem saber para onde ir!!!!
Bjus,cheios de carinho!!!!


sexta-feira, 6 de novembro de 2009


Posso não chegar onde desejo...mas,só o caminhar já me traz mil possibilidades
...Novas perspectivas, de um mesmo pensamento...
No caminho eu transformo, reforço, sonho e divido para multiplicar...
(Felícia Rodrigues)
P.S: Um lindo fim de semana,amores meus!!!!!
Bjus com sabor de sexta-feira!!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


"Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já..."
(Pablo Neruda)
P.S: Amores meus, um pouco de Neruda para vocês...
Só para não ficar muito tempo distante deste cantinho.
bjus

quarta-feira, 21 de outubro de 2009




"...Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor,
E é com minhas idéias que tremo, com a minha consciência de mim,
Com a substância essencial do meu ser abstrato
Que sufoco de incompreensível,
Que me esmago de ultratranscendente,
E deste medo, desta angústia, deste perigo do ultra-ser,
Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir!
Cárcere do Ser, não há libertação de ti?
Cárcere de pensar, não há libertação de ti?
Ah, não, nenhuma — nem morte, nem vida, nem Deus!
Nós, irmãos gêmeos do Destino em ambos existirmos,
Nós, irmãos gêmeos dos Deuses todos, de toda a espécie,
Em sermos o mesmo abismo, em sermos a mesma sombra,
Sombra sejamos, ou sejamos luz, sempre a mesma noite.
Ah, se afronto confiado a vida, a incerteza da sorte,
Sorridente, impensando, a possibilidade quotidiana de todos os males,
Inconsciente o mistério de todas as coisas e de todos os gestos,
Por que não afrontarei sorridente, inconsciente, a Morte?
Ignoro-a? Mas que é que eu não ignoro?
A pena em que pego, a letra que escrevo, o papel em que escrevo,
São mistérios menores que a Morte? Como se tudo é o mesmo mistério?
E eu escrevo, estou escrevendo, por uma necessidade sem nada.
Ah, afronte eu como um bicho a morte que ele não sabe que existe!
Tenho eu a inconsciência profunda de todas as coisas naturais,
Pois, por mais consciência que tenha, tudo é inconsciência,
Salvo o ter criado tudo, e o ter criado tudo ainda é inconsciência,
Porque é preciso existir para se criar tudo,
E existir é ser inconsciente, porque existir é ser possível haver ser,
E ser possível haver ser é maior que todos os Deuses."

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterônimo de Fernando Pessoa
P.S: Amores, um pouco de poesia para estes dias tensos de trabalho!



Bjus!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Amanheceu...


Aquela noite tinha sido tudo o que haviam desejado.
Amor sem palavras,
Olhares em sintonia e corpos que se encaixavam.
Não havia posse, apenas entrega.
Entrega de segredos, de calor e de esperanças...
Amanheceu e eles se sentiam achados. Pois,era como se antes estivessem perdidos.
Perdidos em relações que entristeciam, conversas que não acrescentavam, amores que sugavam e sexo que não satisfazia.
E agora ,pós tanta intensidade, tinham medo de se olhar e perder o que construíram naquela noite:cumplicidade!
Mas, ela o encarou, com seus olhos intensos e desprovidos de máscaras. Olhou como se olha a verdade, como se olha o amor.
Ele a encarou, olhos que questionam e ao mesmo tempo suplicam. Ele queria ver tudo o que queria dizer.
-Olá! Ela sussurrou, em meio aquele sorriso que ele tanto amava.
-Olá- respondeu ele- Quis tanto vê-la pela manhã, assim,totalmente minha, sem pressa de ir, sem me deixar sem você.
-Eu também sempre quis amanhecer com você, acordar e me aconchegar em seus braços ao invés de me desvencilhar e me obrigar a partir .Ela confessou.
-Por que demoramos tanto a nos entregar?Há muito já havia me cansado de tê-la pela metade, se esgueirando na madrugada e levando um pouco de mim.
-Talvez, porque tivéssemos receio de não saber ou de não ter o que queríamos. O que tínhamos era bom,e talvez tivéssemos medo que a luz do sol apagasse o brilho do que criamos. Do que construímos em nosso pequeno mundo, de noites compartilhadas. Mas,acabamos querendo mais. Nosso mundo tornou-se pequeno e passamos a desejar que um invadisse a vida do outro. Abandonamos o sonho, para compartilhar a realidade.Não sei no que isto vai dar, mas estou feliz por estar aqui. Por me permitir vivenciar e isso e de permitir que você compartilhe comigo o que tenho de melhor, o que sou.
- Eu também estou muito feliz. Mas,já que tomamos este passo, a última coisa que devemos pensar é no que vai dar, mas em quantas coisas boas vivenciaremos pelo caminho. Não quero saber do final, quero é senti-la todos os dias em tudo que fizer. Quero tê-la para mim e em mim, estamos no começo, querida. Não antecipe o fim, não tire o sabor das experiências que teremos.
Ele tinha razão e ela sabia disso, mas é difícil abandonar velhos hábitos e como as pessoas se adaptaram em se sabotar. Mas, ela estava disposta a viver e a amar. Ele valia a pena e ela merecia ser feliz!
- O que acha de um café da manhã- ela perguntou, já se levantando- Aliás o que gosta de tomar ou comer?( detalhes que teriam que saber. Era o desvendar de algo já tão íntimo).
Ele gargalhou:
-Café puro e sem açúcar- Se levantou a abraçou e falou ao seu ouvido:
-Ah!Amor! Faremos juntos o café, agora vamos compartilhar, lembra? E vou te contar mais uma coisa sobre mim, eu também sei cozinhar...
Rindo e abraçados foram para a cozinha, compartilhar o primeiro amanhecer juntos, realmente juntos...
(Felícia Rodrigues)
P.S: Saudade que estava deles, espero que gostem,meus amores!!!
Beijos!

Vazio


Angústia sem motivo
Dor sem precedente...
Aperto em não saber,
Sentir sem querer
Sem localização ou razão!
Infinito vazio..
Ausência constante...
Respira fundo, suspira...
Quem sabe passa o que não se sabe ser...
(Felícia Rodrigues)
P.S: Dias esquisitos...
Bjus ,amores meus!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ponto final


Olho e não te vejo
Apalpo e não te sinto.
Sentimentos oscilantes
Meio sorriso
Abraços que não aconchegam
Beijos que não devoram
Corações que não palpitam
Corpos que não se encaixam
Calor que se apaga
Chama que não se ascende
Caminhos que se perdem
Sonhos que não serão
Ah! Meu amor, adeus é o que nos resta.
Nós sabemos,mas quem dirá?
Ponto final é aceitar que de tudo que fomos juntos, não seremos mais....
(Felícia Rodrigues)
P.S: Um fds maravilhoso para vocês!Com este clima meio chuvoso, acho que o texto ficou bem de acordo..rsrsrrs

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ansiedade!!!!


Coração batendo forte, mãos suando, expectativa...
Ansiedade!!!São coisas boas se aproximando e eu fico querendo fazer o tempo correr para chegar logo, mesmo sabendo que a espera também é prazerosa.
A espera que constrói o momento, as pequenas coisas para arrumar, os planos para fazer...
Os detalhes, as reuniões para fechar tudo, as gargalhadas, a imaginação!
O momento chega e já vem cheio de lembranças de todo o processo.
E já está chegando, e teremos momentos lindos juntos. Traremos lembranças maravilhosas, daremos risadas, compartilharemos coisas e teremos dias muito felizes!
Amigos, essa viagem será perfeita: pessoas mais que especiais, lugar lindo,música que nos une...
Enfim,delícia que chama!!!!!!
P.S:Amores, estou ansiosa e cheia de expectativas...
Beijos cheio de amor!

domingo, 20 de setembro de 2009

silêncio


Silêncio!
Não interrompa o sussurro do vento.

Hoje só ele faz sentido: o não dizer.
Palavras nada representam, apenas mascaram os sentimentos.
Os olhos mostram o que é essencial...
O vento sopra, leva o que é dito.
O que se sente, fica.
impera!

O que se quer, aparece.
Não dito, mas presente.
Amor, angústia, dor e prazer!
Não diga, sinta.
O coração palpita, se aperta...
Não reprima, permita...
O vento arrepia e testemunha...
E o silêncio! Ah! O silêncio...
Este sim, tem muito a dizer...
(Felícia Rodrigues)
P.S: Com amor,sempre!!!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Saudades de Clarice!


..."Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja." (Clarice Lispector)


P.S: O que sente sempre acaba, sempre muda e sempre transforma. Por isso, é tão importante viver sem medo, sentir, provar e ser.

Amanhã seremos outros, com novos amores, novos desafetos, novas lágrimas e sorrisos.

O que sentimos hoje só é válido hoje. Amanhã tornam-se lembranças, saudades ou mágoas.

Hoje é o que importa. Faça o que for importante. Não tema, faça. Viva. Sinta!Seja!

Amores meus, um beijo cheio de vida!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009


Meu amor, não chore.
Hoje o céu amanheceu azul,
Ofuscou a tristeza;
Quebrou o torpor;
Incentivou o sorriso;
Hoje tem calor;
Tem brisa fresca;
Tem som na radiola;
Hoje o coração amanheceu quente;
Palpitando ,como uma cavalgada;
Hoje os olhos brilham;
Propício para flertes e declarações!!!
Hoje amanheceu assim,
Eu amanheci assim!
E você amor, não chore!
Meus pequenos braços estão abertos para te ninar,
Para te mimar!!!
Venha para cá, eu ofego e o dia se vai, e amor,
Hoje ele não vai sem mim...
(Felícia Rodrigues)
P.S: Sexta-feira, sempre alegria!
A todos aquele fds cheio de sorrisos e suspiros!
Beijo grande, amores meus!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Durante


Ela acordou e o viu no canto da cama, tão sereno, tão bonito...
Suspirou e se levantou em silêncio, para não estragar o momento. Não estava preparada para encará-lo ainda..
Sabia que a partir desta noite, as coisas haviam mudado.
Aquela paixão faminta havia sido saciada, talvez por que era alimentada pela dúvida e pelo não saber um do outro. Eles se amavam na calada, no silêncio e nas entrelinhas.
Agora, havia se escancarado, se desnudado. Estavam agora diante de um real, de um palpável sentimento.
Ela sentiu medo...Mesmo o desconhecido era mais familiar para ela do que esta possibilidade que se abria...eles agora podiam escolher!Podiam ser um do outro...mas, de quem ela seria?
Só sabia do calor de sua pele, do som da risada, do cheiro do cabelo e do prazer de tê-lo. Nada, além disso.
Pela primeira vez ela temeu que a realidade não lhe agradasse. E se ele fosse casado? O que faria da vida? Onde morava?O que gostava de beber e comer, além dos vinhos que compartilharam?
Pegou o isqueiro, ascendeu e tragou o cigarro. Sentou na poltrona ao lado da cama e observou o contorno de seu corpo. E quando ele acordasse como seria? O que diriam?Inquietou-se, o coração perdeu o compasso e as pernas a força. Encolheu-se e temeu que a realidade não a satisfizesse como os sonhos.
Olhou para ele e começou a sorrir, acabou gargalhando em um misto de euforia e ansiedade, levantou e se jogou na cama, ainda balançando pelas gargalhadas.
Sentiu-se uma tola por pensar em possibilidades negativas neste momento. Afinal, isto era um encontro e não uma despedida. Para que pensar em amanhã se a noite ainda seria muito longa e a paixão tinha muitos caminhos ainda a percorrer...
As noites são para ser sentidas e recheadas de satisfações... Debruçou- se sobre ele, beijando seu pescoço. Ele mexeu e a ajeitou nos braços, sorrindo. Ela mordiscou seus lábios e sussurrou:- Te quero de novo!
Ele não esperou ela pedir a segunda vez.(Felícia Rodrigues)

P.S: Amores,beijos grandes e recheados de carinho!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Encontro


Paixão, sim, era isto que estava escrito em seus olhos quando se encontraram.
As mãos suadas, sem saber se apertavam ou afastavam...
Mesmo combinado o encontro, agora frente a frente, ninguém dava o primeiro passo.
Ela não sabia se pulava em seus braços ou se mantinha dura, como estava: suando e palpitando.
Ele queria puxá-la, sugar seu calor...dividir sua paixão...mas, continuava na soleira, esperando não se sabe o quê. Temendo o que mais desejou.
Ela sorriu, pronto, nada mais precisava ser dito. Ele a alcançou, como se mais um minuto ela desintegrasse. Beijou-a, como nunca havia feito. Estes beijos que contam histórias, que aproximam e misturam. Beijos em que dois falam, sem nada dizer.
Ela se aninhou, se encaixou e permitiu que ele sentisse sua fome, seu desejo, seu tremor e sua saudade.
Naquele momento, ninguém saberia dizer quem era quem ou como agüentaram estar tão longe um do outro, por tanto tempo.
Existem sentimentos que se tornam vulcões...Sentimentos que queimam, que derretem e que uma faísca explode vibrações.
Não se sabe quanto tempo ficaram ali se beijando, se sentindo. Era como se estivessem se conhecendo e reconhecendo ao mesmo tempo. Apalpando para tornar verídico. Cheirando para constatar e beijando para reavivar a memória.
Era o reencontro de dois estranhos.
Era o encontro de dois íntimos.
Era uma união de corpos e um encaixe de desejos.Ninguém sabe como entraram, como andaram até o quarto ,mas lá estavam...despindo-se como quem tira máscaras.
Eles desnudavam a alma, eles entregavam segredos. Sem nenhuma palavra, foram conhecendo o mundo um do outro.
Olhares que se cruzam, mudam para a cor do desejo. A pupila se dilata, para expor o interior.
O olfato diminui, para que só o cheiro dos dois seja sentido.
A boca saliva, prova, sente.
E as mãos! Ah! As mãos e seus caminhos, apertos e consistências...
Aquilo não era sexo! Aquilo era descoberta! Entrega! Busca!
Êxtase! Ápice!
Sim, aquilo era paixão: louca e desmedida!
Era fogo, era conquista....
Embate, toques, mordidas!
Sabores, odores, texturas!
Desejo!Prazer! Satisfação!
Espasmos....
Suspiros...
Risadas...
Abraços...
Permaneceram assim, sem se mover, perdidos um no outro, para que não evaporasse.
Quando as coisas são boas demais, sempre existe a suspeita que não seja real...
Sem uma palavra, adormeceram...depois falariam ou não...agora o importante era sentir...
( Felícia Rodrigues)
P.S: Amores, espero que gostem...
Bjus e maravilhoso fds!!!!!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Paciência



Paciência
( Lenine e Dudu Falcão)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço horaVou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara...Tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...
Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo prá perder?
E quem quer saber?A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não...
A vida não pára!...A vida é tão rara!...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Tem dias que não me suporto...evito o espelho para não doer os olhos!!!
Evito os amigos, para não espalhar o fel!
Nestes dias, meu nublado coração, ofega...

Felícia Rodrigues
obs: Hoje estou assim...
Bjus,queridos meus!

domingo, 9 de agosto de 2009

Tormenta


Não sei bem porque ando assim, meio sem saber de mim.

Confusa, irritada,dividida.

Longe do que gosto, perto do que me desfaz.

Não sei para onde ir e nem se quero ficar.

Em ciclos, em meios, em margens...

Não sei o que quero...

Mas, o que desejo, não sei se devo.

Trêmula, insegura, perdida.

Caminho em círculos, caio em mim.

Apenas, metade. A outra, não sei se perdeu-se

Ou se apenas se escondeu...

Ou se transformou.

Ando me desconstruindo...

Não sei se é metamorfose ou apenas período...

Vou seguindo...

As coisas, um dia, voltam ao seu lugar...

ou não...
Enquanto isso, vou me entregando ao que tenho e vivendo o que se é possível...
(Felícia Rodrigues)


P.S: Um post para me centrar...uma breve divagação.

Bjus,queridos meus.

Até a próxima.

sábado, 8 de agosto de 2009

O telefonema


-Alô?
-Tudo bem com você?
Silêncio...será que era ele mesmo? Conferiu o visor do telefone e sentiu o coração saltar.
O coração e sua sinceridade, dispara sem que se queira, dá cambalhotas e te faz ofegante.
-Estou bem e você?- Respondeu ela, tentando não demonstrar a felicidade que sentia.
-Eu vou bem. Ele por sua vez, sentia a coragem lhe sumir e tentava se manter firme, como se aquela ligação não fosse fruto de sua luta interna. Luta em que a razão havia perdido.
Mais um silêncio.
Ele tinha ensaiado tudo que queria dizer, mas quando ouviu sua voz, se perdeu e pensou que nada do que tinha planejado fazia sentido.
-Então, trabalhando muito?- Assuntos rotineiros são mais fáceis, até organizar a cabeça, a respiração, o estômago e suas borboletas.
-Bastante e você?- Respondeu ela, enquanto tentava entender aquele homem que ligava meia-noite, depois de semanas sem notícias e perguntava de trabalho.
- Também. Aqui, eu fui naquele bar outro dia, aquele em que nos conhecemos. Achei que te encontraria lá.- Hum!Por que foi dizer aquilo? Ela não precisava saber que ele a procurava pelas noites.
- Queria que eu fosse?(o cavalo indomável saltou no peito)Por que não me convidou para ir?
-Fui de última hora.- Terreno perigoso, talvez fosse melhor desligar.
-Mas,é estranho eu te ligar a esta hora,foi mal.
-Não tudo bem-Ela disse mais que de pressa, com medo dele desligar, era tão bom ouvi-lo e saber que pensava nela. Que não estava sozinha nesta insegurança e desejo.
- Mas,já que ligou, podia dizer o porquê,né. Ou foi só para saber se estou trabalhando muito.Deu uma risada.
Ai!Aquela risada que ele tanto gostava, conseguia ver suas covinhas, quase estendeu a mão, como se pudesse tocá-la. Como ele queria tocá-la...
-Não,claro que não. Não sou bom nisso,nem tenho muito jeito e você me confunde.
-Eu? Confundo? Jeito para que?( Esperança surge nesses momentos, em que o outro se fragiliza e se permite, por entre fendas, deixar passar o que não sabe dizer.)
-Sim,você...
PAUSA, SUSPIRO, PENSAMENTOS, EXPECTATIVAS...
-É, to com vontade de te ver. Não me pergunte mais que isso. Hoje sei isto e é apenas o que consigo dizer. To com vontade de você.- A confissão saiu em tempestade de palavras, daquelas que se você não estiver concentrado, perde a essência do que foi dito.
Quando os sentimentos explodem, as palavras não acompanham. O querer tem sempre pressa. O dizer tem sempre cautela. São tempos distintos o do sentir e o do externar.
-E ela? Ahh, ela! Queria passar por aquele aparelho e buscá-lo para si. Ela queria saltar, sorrir e beber champagne. Queria tanto ele, que doía. Fisicamente latejava. Fisicamente entorpecia. Fisicamente, emocionalmente, queria!
-Eu também!- Queria tanto que não conseguia dizer o quanto, queria tanto que parecia indiferente.
-É só o que tem a me dizer, depois do que falei?- Perguntou ele decepcionado.
- Vem para cá agora- Convidou antes que desistisse. Ela tinha pressa.
Ele sorriu, feliz e aliviado. Sentiu medo de ser rejeitado. Ele tinha apostado e teve medo de perder.
-É só dizer onde quer que te busque.
- To em casa, vem para cá. Acho que ta na hora de saber onde moro.
-Estava louco para saber mais de você- ele confessou.
-E eu,também. De saber de você e de permitir que me conheça. Anota aí, to te esperando.
-Chego logo...Ele disse já fechando a porta de casa.
-To te esperando.Desligou feliz como há muito não se sentia.
Ahhh! Como dizer às vezes é necessário.
Só sentir não é o suficiente, visto que o outro não tem a chave de nosso interior...
(Felícia Rodrigues)
P.S:Queridos meus,com carinho sempre!
Um maravilhoso fds a todos!
Bjus e até a próxima!