
Ela se virou para o canto, sorriu e buscou na mesa ao lado o maço de cigarros...
Era quase que para completar o gozo, umas tragadas ao fim do ato. Olhou de relance e deu um meio sorriso para o seu companheiro, ali, nu e totalmente esgotado. Pensou que ainda queria mais e que como ele se dava tão pouco.
Mais um trago e um cafuné nas costas dele. Ela sempre o queria, era um desejo que não se saciava, talvez por nunca o sentir por inteiro .Mas, ao mesmo tempo, era esta estranha mania que ele tinha de não se entregar que a atraia e tanto a excitava.
Ele era um desafio ou apenas, algo fora de controle. Ela gostava de controlar, como controlava a cinza do cigarro...evitando que ela caísse no chão...não batia no cinzeiro..apenas observava e fazia equilíbrio para não se sujar.
Ele era assim, mais brasa que cinza: inconstante, quente, atraente e sempre a queimava. Ela já estava se acostumando a estas queimaduras... Sabia que não devia, mas sempre era atraída e terminava ali, nos braços dele, fumando mais um cigarro.
Ela, tão dona da razão, acabava sentindo prazer também, em se sentir insegura, ver o filme já sabendo do fim,não causa arrepio.Com ele tudo era possível e nada era concreto.
Ele a encaixou em seus braços, era um sujeito carinhoso, mesmo que arredio e algumas vezes, deixava mostrar seus reais sentimentos...mas, tinha a péssima mania de se boicotar.
Algumas pessoas são assim, fogem da felicidade, por estarem mais acostumados a velha e conhecida solidão...
Os dois estavam ali, entregues e se amando, mas não sabiam disso...ela e suas dúvidas, ele e seus traumas. Nunca falaram sobre o que sentiam, logo, um nunca soube o quanto aqueles momentos eram únicos, para os dois.
Amanheceu,ela se vestiu...toda a mágica tem um fim: no cinzeiro as guimbas, na memória as lembranças e no corpo, o calor. Olhou para ele, um beijo no rosto e um até breve.
Ele não viu o olhar dela e ela não sentiu seu tremor...
Ahhhh! Se eles fossem francos pelo menos uma vez....
Era quase que para completar o gozo, umas tragadas ao fim do ato. Olhou de relance e deu um meio sorriso para o seu companheiro, ali, nu e totalmente esgotado. Pensou que ainda queria mais e que como ele se dava tão pouco.
Mais um trago e um cafuné nas costas dele. Ela sempre o queria, era um desejo que não se saciava, talvez por nunca o sentir por inteiro .Mas, ao mesmo tempo, era esta estranha mania que ele tinha de não se entregar que a atraia e tanto a excitava.
Ele era um desafio ou apenas, algo fora de controle. Ela gostava de controlar, como controlava a cinza do cigarro...evitando que ela caísse no chão...não batia no cinzeiro..apenas observava e fazia equilíbrio para não se sujar.
Ele era assim, mais brasa que cinza: inconstante, quente, atraente e sempre a queimava. Ela já estava se acostumando a estas queimaduras... Sabia que não devia, mas sempre era atraída e terminava ali, nos braços dele, fumando mais um cigarro.
Ela, tão dona da razão, acabava sentindo prazer também, em se sentir insegura, ver o filme já sabendo do fim,não causa arrepio.Com ele tudo era possível e nada era concreto.
Ele a encaixou em seus braços, era um sujeito carinhoso, mesmo que arredio e algumas vezes, deixava mostrar seus reais sentimentos...mas, tinha a péssima mania de se boicotar.
Algumas pessoas são assim, fogem da felicidade, por estarem mais acostumados a velha e conhecida solidão...
Os dois estavam ali, entregues e se amando, mas não sabiam disso...ela e suas dúvidas, ele e seus traumas. Nunca falaram sobre o que sentiam, logo, um nunca soube o quanto aqueles momentos eram únicos, para os dois.
Amanheceu,ela se vestiu...toda a mágica tem um fim: no cinzeiro as guimbas, na memória as lembranças e no corpo, o calor. Olhou para ele, um beijo no rosto e um até breve.
Ele não viu o olhar dela e ela não sentiu seu tremor...
Ahhhh! Se eles fossem francos pelo menos uma vez....
(Felícia Rodrigues)
P.S: Tentando outras formas de escrever...espero que aprovem!
Bjus e até a próxima, queridos meus!!!!!!!



















